Li no portal G1 uma declaração dada pelo presidente da Associação de Lojistas de Shopping Centers, o senhor Nabil Sayhoun. “A Prefeitura tem que arrumar um espaço para [que] o pessoal pare de ficar
importunando a vida de consumidor que quer comprar com tranquilidade e
para o comerciante poder trabalhar. Toda a sociedade está contra esse
tipo de encontro”. Esse é um exemplo de uma pessoa que perdeu a chance de se calar.
O tal Nabil se referiu ao encontro da molecada no shopping, esse rolezinho aí, que está em tudo quanto é jornal. Numa primeira visão sobre isso, achei que era uma perda de tempo martelar esse prego e disse a uma amiga que não passava de uma idiotice juvenil. E não é.
O que diferencia a aglomeração de adolescentes em centros de compra da reunião de calouros universitários no mesmo local? Basta fazer uma célere busca no youtubo que você achará alguns videos onde centenas de jovens se aglomeram no shopping e por lá ficam, cantam, bebem, comem... Ou ainda, qual a diferença disso para àquela peruada que rola no centro de SP todo ano, organizada pelo pessoal da faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde milhares se juntam, marcham pelas ruas, comem, bebem....
Só porque são egressos no ensino superior e, majoritariamente, de cor branca, esses moços e moças não causam transtorno ao local? Seus gritos não incomodam quem deseja comprar um vestido de 300 paus ou uma jaqueta de 400? Nas imagens não vi nenhum lojista baixando as portas, porque será hein?
Essa questão do rolezinho lembra à da estação de Metrô da Linha 4-Amarela em Higienópolis. A associação de moradores do bairro era contra, e o ápice ocorreu quando uma moradora disse que a parada iria atrair uma "gente diferenciada". É bem isso que acontece agora, só que num centro de compras.
Discordo daqueles que pensam que o encontro da molecada é só para promover a arruaça. Se fosse assim, não iriam construir shopping em Itaquera, no Campo Limpo, em Taboão da Serra e em outros locais afastados dos grandes centros financeiros, pois estes já estariam totalmente pichados e depredados, seguindo a lógica da direita-conservadora-hipócrita-boçal reinante neste país.
É desagradável para a classe alta ver alguém que está na base da pirâmide social frequentar o mesmo local que ela. Não vamos ser hipócritas não. É constrangedor para eles sim. Daí essa mobilização dos centros de compras situados em bairros nobres em restringir o acesso e circulação da garotada da "quebrada". Aí, um vai me dizer que há risco de roubo, furto e outros atos de vandalismo (palavra da moda atualmente). Porém, se esquece que lá no topo da estrutura também há aqueles que furtam, roubam ou quebram.
Em suma, é segregação social mascarada de preocupação material.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
A falta de senso dos manifestantes sem causa
Durante aquelas manifestações do meio do ano que sacudiram o País, comentava com algumas pessoas um temor: de quem num futuro não muito distante, esses atos deixem de ser esporádicos e se tornem cotidianos. Tal prenúncio realmente ocorreu. Atualmente, vemos protestos das mais diversas naturezas interferirem no dia a dia de uma centena de milhares de pessoas. De antemão, quero dizer que não sou contra isso. Pelo contrário, vivemos numa democracia onde todos têm direito a se fazer ouvir quando o Governo não atende demandas básicas do cidadão, como saúde, educação e moradia.
Sei também que as autoridades só lembram daqueles que vivem situações de extrema dificuldade na época da eleição. Eleito ou não, esquecem daqueles que vivem nas franjas das cidades, sejam elas grandes ou pequenas. Porém, as passeatas diárias ganharam proporções e novos adeptos. Saiu a sociedade civil, cansada de usurpada pelo poder há décadas, e chegaram os tais black bloc, que de maneira fugaz se espalharam pelas principais cidades.
São esses sujeitos, desprovidos de senso cívico, que não se importam com aquilo que é da sociedade: o orelhão, a lixeira, o ônibus. Nem com o que é privado: o banco, o carro, o imóvel. E o grupo ganha volume a cada protesto, pois seus "mentores" passam impunemente pela Lei. Não é arrebentado a pontapés a porta do metrô ou pichando e depredando um edifício qualquer que o salário do professor vai aumentar, que a fila no posto de saúde vai diminuir e que outras necessidades alarmantes da sociedade serão resolvidas do dia para a noite.
Se as pessoas que protestam por algo que lhes falta tiverem a única intenção de se fazer ouvir, na próxima ocasião deveriam impedir, barrar, essa corja, que nem coragem tem para mostrar a própria face. Se tivesse, certamente mudaria a cara do Brasil e faria valer a frase na Bandeira Nacional: "Ordem e Progresso". Pois, o que se vê nos dias atuais, é justamente o contrário. Apesar das boas intenções da sociedade.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
O espetáculo do "pão e circo"
Foi-se o tempo em que a qualidade na informação e a credibilidade eram os principais quesitos no jornalismo. Felizmente, ainda há lugares - poucos é verdade - cujos pontos citados são tratados como prioridades. Todavia, o modelo atual dos grandes conglomerados opta por aspectos diferentes: o caricato, o show ou o "bom" e barato. Resumindo, o modelo "pão e circo".
Diante dessa crise vivida pelo setor é quase que espontâneo fazer caça às bruxas e apontar o dedo contra quem fez o anúncio do passaralho. Ao ver notícias diárias de cortes e mais cortes de cargos a sensação de "produto descartável" aumenta, e, devido à essa cegueira momentânea, não percebemos o ponto principal de tudo isso.
A tal "marolinha", tão comemorada por Lula na década passada, enfim se tornou uma onda e atinge diversas atividades econômicas. O jornalismo, logo, não ficaria imune à ela. O "espetáculo do crescimento" refugou igual Baloubet du Rouet na Olimpíada, e o maravilhoso "Pibão" comemorado por Dilma em 2011, ano passado foi de apenas 1,3%, o segundo pior de toda a América Latina, cujo índice médio foi de 2,7%. Mas esse cenário não é exclusivo do Brasil, basta olhar para o outro lado do Atlântico e ver países deverem até as calças e com a economia estagnada há anos. Com isso, a fonte de investimentos fica cada vez mais seca.
Claro que somado a isso tudo estão diversas fórmulas de negócio que não deram certo e ruíram ao longo dos últimos 4, 5 anos. Basta ver o número de programas que entraram e saíram das grades de emissoras de TV e a quantidade de rádios que ou foram vendidas para pastores milionários com a fé alheia ou que conseguiram uma parceria se mantêm na bacia das almas. Infelizmente, quando a conta no final do mês, o lado mais fraco acaba pecando por todos esses erros de gestão.
Bom, e como fazer para recuperar o jornalismo em sua essência? Priorizar aqueles que estudaram e se dedicaram quatro anos nos bancos acadêmicos é uma saída. Mas, esse não vai ser o norte. Pior ainda será ver profissionais de qualidade e credibilidade - os pontos essenciais citados lá em cima - serem sacados e forma sumária. E se juntarem a tantos outros que sequer conseguem uma brecha para entrar. O pão e circo, infelizmente, ainda estará aí com seus Reality Shows, sensacionalismo barato, cultos e tantas outras "atrações".
quarta-feira, 19 de junho de 2013
O dia em que fui para a rua
Às 12h45 do dia de 18 de junho deste ano meu telefone tocou. Meu editor me liga e pede para que eu acompanhe o 6º protesto contra o aumento da tarifa do transporte em SP (se bem que nesta altura do campeonato os atos não ocorrem apenas pelos R$ 0,20). De imediato, achei que iria apenas observar, o famoso "ir lá pra ver como é que é", e aceitei a orientação. Às 15h cheguei na redação do BandNews e já fui bombardeado de instruções. A 1ª foi: assim que você chegar, procura o link da Band, você vai entrar conosco.
Tomei um susto, mas não deixei transparecer que estava assustado. Quando me disseram que eu ia para a Praça da Sé, era para que eu fizesse parte da cobertura que o canal preparou. Eu seria o repórter no local, ou "in loco", como chamamos no jornalismo. Ouvi mais umas dicas e aquele famoso "cuidado lá hein?"
Pausa.
Como tenho tanta coisa a escrever, vou dividir os fatos por tópicos, que não seguem a ordem cronológica dos acontecimentos.
- A passeata
Nunca presenciei um ato desses e quando cheguei na Avenida Paulista e a vi tomada de gente tive que conter as lágrimas, pois estava "no ar" pelo BandNews. Já precisei percorrer a via por diversas vezes, mas ao vê-la ocupada de pessoas tive a prazerosa sensação de estar presente num momento histórico para o Brasil. Pessoas cantando, protestando, pulando, sorrindo em prol de um país melhor. Jovens, adultos, idosos, homens, mulheres, negros, brancos, nipônicos, hispânicos num clima de paz e tranquilidade.
Das marchas que acompanhei na terça-feira não vi nenhum ato de vandalismo. Posteriormente, consegui acesso aos jornais e à internet e observei atos isolados de vandalismo. Porém, digo de forma enfática: as pessoas que cometeram esses atos NÃO estavam com o objetivo de lutar por um Brasil melhor, e sim de propagar a desordem e a arruaça pelas ruas do centro de São Paulo.
- Viaduto do Chá
Os protestos são compostos por diversos movimentos. Além do MPL, que é o pilar dos atos, exitem outras minorias que estão presentes. Consegui observar bandeiras de diversos grupos, desde entidades estudantis à sindicatos. Uma ala é a dos anarquistas radicais. O grupo é chamado de "Black Blocks". Geralmente, estão vestidos com roupas escuras e o rostos estão cobertos com máscaras ou panos. Aproximadamente 50 pessoas formavam o coletivo, que aproveitou a ausência de um policiamento na frente da prefeitura para tentar invadir a sede do governo municipal. Essas pessoas são as mesmas que forçaram a derribada do portão do Palácio dos Bandeirantes, na segunda-feira.
Quando cinco caras desse grupo tentaram atear fogo na bandeira municipal, houve uma divisão de reações. Muitos aplaudiam. Outros tantos vaiaram de forma ostensiva e começaram a gritar "sem vadalismo". No fim, as bandeiras da Cidade e do Estado foram derrubadas, após o cabo de aço que as prendia no mastro ser cortado. À poucos metros de onde eu estava, pude observar duas pessoas discutindo de forma áspera sobre o que ocorria. Antes que alguém pergunte, quando o carro da Record foi incendiado eu não estava mais lá.
- Consolação
O mais legal que vi ao acompanhar uma parte dos ativistas que subiam a Consolação, para chegar na Paulista, foi que muitas pessoas saudavam a manifestação nas sacadas dos apartamentos ao longo da rua. De imediato aquela multidão agradecia com palmas e cantando. Até alguns clientes que estavam no restaurante Sujinho pararam suas refeições e foram para a calçada aplaudir aqueles que gritavam palavras de ordem. Lençóis brancos e bandeiras do Brasil também eram agitadas nos apartamentos, compondo o clima cívico do ato.
- Momento "Usain Bolt"
19h. Como a manifestação se dividiu em diversos em grupos, decidi acompanhar um que seguiu pelo centro da cidade, passando pelo Largo São Francisco, Rua Libero Badaró, Viaduto do Chá, Rua Direita e retornou à Praça da Sé. De lá, essa parte se encontrou com mais manifestantes e seguiram ao terminal Pq Dom Pedro II e iriam acessar a Avenida Rangel Pestana. No cruzamento dessas duas vias estava conversando com o Nelson Gomes, ao vivo, relatando o que via na região do "Baixo Centro". Ele me interrompeu e começou a narrar a tentativa de invasão ao prédio da Prefeitura. Segui na linha. Depois de um tempo, voltei a falar com a Priscila e com o JP Duarte, que estavam coordenando as minhas entradas. Perguntei se queriam que eu fosse para o Viaduto do Chá, de novo. Disseram que sim, e eu fui.
A pé, uma pessoa leva uns 20 minutos de um local ao outro. Como sabia que não tinha esse tempo, fiz o percurso em 8 minutos. Já sentia um cansaço pois estava andando à duas horas sem parar. Quando cheguei na Prefeitura a primeira coisa que fiz foi tomar um fôlego. Neste momento, pude comprovar que meu preparo físico está aquém do normal.
- Vandalismo
Durante o meu trabalho não presenciei atos de vandalismo, exceto às depredações na sede do governo municipal.
- Orgulho
O derradeiro, mas não menos importante aspecto do meu trabalho, é a satisfação de ter feito, ou tentado fazer, o meu melhor. Contei com a ajuda e com os conselhos de colegas e amigos, e tive sorte da bateria do meu celular ter durado durante as seis horas de caminhada pelo centro desta metrópole equivocada. E agradeço a confiança depositada em mim, numa cobertura de um acontecimento tão grande, que certamente estará nos livros de História das próximas gerações de estudantes. Obrigado.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
A Polícia de fato
Está mais do que evidente que os protestos realizados nos últimos sete dias nas principais cidades do Brasil ultrapassaram a barreira dos "20 centavos". Finalmente, o tal do MPL trocou o pano de fundo dos atos e passou a pleitear por algo "maior", a de um transporte acessível e digno à todos. O grande problema dessa rápida expansão é que muitas outras minorias surfam na onda das passeatas para mostrar que estão "ao lado da população".
Da mesma maneira que fiquei puto com a PM descendo a borracha de forma gratuita lá na Maria Antônia, fiquei ao ver as bandeiras de dois partidos cacarecos (PSOL e PSTU) que apenas usurpam o dinheiro do Fundo Partidário, mantido pelo contribuinte, e um político caricato como o Plínio querendo 15 minutos de fama. Posso muito estar errado, mas duvido que o tiozinho estava presente na hora em que os fardados atacaram as pessoas que participavam do manifesto. Pior ainda: lá na Praça Ramos, o tal de Plínio foi aplaudido. Temo que o protesto social, legítimo e justo, se torne mais um alicerce político, e os milhares que se expuseram à borracha sejam feitos de trouxas, como geralmente ocorre em nosso país.
Posto isso, vamos à questão da Polícia. Ao ver da redação, e com a ajuda das redes sociais, o começo do conflito desta quinta-feira não tive nenhuma surpresa. Na concepção do Governo, o policial, na prática, está lá para fechar os olhos e acabar com qualquer manifestação - pacífica ou não; e para isso, usa o que ele tem nas mãos. Talvez, muitos dos que estavam no cruzamento da Consolação com a Maria Antônia nunca tinham percebido que o policial gosta de se sentir o guardião da ordem plena. Provavelmente, jamais perceberam que o sujeito que está do lado do governo usa da farda um mecanismo de intimidação contra o civil.
Creio que a maioria da população das classes B e C - público marjoritário das passeatas - conheceu a real polícia que o estado oferece. É muito mais fácil o pelotão chegar e descer o cassetete na multidão, do que proteger o cidadão e pegar os bandidos que cometem crimes cada vez mais bárbaros, como tacar fogo em dentistas ou atirar em uma mulher grávida. A falta de senso policial se consumou quando um jornalista foi preso pois tinha uma garrafa de vinagre na mochila.
O que a PM fez hoje no centro é feito há décadas nas periferias das cidades. Grupos de extermínio, compostos por policiais, aos montes existem e saem numa matança sem freio. Se está na rua é vagabundo. E isso é o que foi pensado daqueles que estavam naquele cruzamento. Bombas para todos os lados. Foda-se quem está lá. E o melhor foi bloquear a Avenida Paulista impedindo que a mesma fosse interditada pela passeata. Não acredito em má intensão dos agentes, eles são é mal preparados mesmo. Não sabem lidar com público. E é daí para pior. Há ainda os covardes, que puxam o gatilho e somem. Daí explica-se o fato de dois repórteres da Folha terem tomado um tiro no olho, no exercício da profissão.
A rápida investigação prometida pelo sr. secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, vai ficar, creio eu, só na teoria. Foi isso que ocorreu no caso da chacina no Jardim Rosana, em janeiro, no caso do servente, em outubro, no caso do empresário morto por um soldado da Força Tática, entre tantos outros. Como disse um amigo meu, o policial - ao vestir a farda e calçar a bota - esquece que é tão cidadão quanto o sujeito que está cansado de usufruir de sistemas públicos ineficientes.
Da mesma maneira que fiquei puto com a PM descendo a borracha de forma gratuita lá na Maria Antônia, fiquei ao ver as bandeiras de dois partidos cacarecos (PSOL e PSTU) que apenas usurpam o dinheiro do Fundo Partidário, mantido pelo contribuinte, e um político caricato como o Plínio querendo 15 minutos de fama. Posso muito estar errado, mas duvido que o tiozinho estava presente na hora em que os fardados atacaram as pessoas que participavam do manifesto. Pior ainda: lá na Praça Ramos, o tal de Plínio foi aplaudido. Temo que o protesto social, legítimo e justo, se torne mais um alicerce político, e os milhares que se expuseram à borracha sejam feitos de trouxas, como geralmente ocorre em nosso país.
Posto isso, vamos à questão da Polícia. Ao ver da redação, e com a ajuda das redes sociais, o começo do conflito desta quinta-feira não tive nenhuma surpresa. Na concepção do Governo, o policial, na prática, está lá para fechar os olhos e acabar com qualquer manifestação - pacífica ou não; e para isso, usa o que ele tem nas mãos. Talvez, muitos dos que estavam no cruzamento da Consolação com a Maria Antônia nunca tinham percebido que o policial gosta de se sentir o guardião da ordem plena. Provavelmente, jamais perceberam que o sujeito que está do lado do governo usa da farda um mecanismo de intimidação contra o civil.
Creio que a maioria da população das classes B e C - público marjoritário das passeatas - conheceu a real polícia que o estado oferece. É muito mais fácil o pelotão chegar e descer o cassetete na multidão, do que proteger o cidadão e pegar os bandidos que cometem crimes cada vez mais bárbaros, como tacar fogo em dentistas ou atirar em uma mulher grávida. A falta de senso policial se consumou quando um jornalista foi preso pois tinha uma garrafa de vinagre na mochila.
O que a PM fez hoje no centro é feito há décadas nas periferias das cidades. Grupos de extermínio, compostos por policiais, aos montes existem e saem numa matança sem freio. Se está na rua é vagabundo. E isso é o que foi pensado daqueles que estavam naquele cruzamento. Bombas para todos os lados. Foda-se quem está lá. E o melhor foi bloquear a Avenida Paulista impedindo que a mesma fosse interditada pela passeata. Não acredito em má intensão dos agentes, eles são é mal preparados mesmo. Não sabem lidar com público. E é daí para pior. Há ainda os covardes, que puxam o gatilho e somem. Daí explica-se o fato de dois repórteres da Folha terem tomado um tiro no olho, no exercício da profissão.
A rápida investigação prometida pelo sr. secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, vai ficar, creio eu, só na teoria. Foi isso que ocorreu no caso da chacina no Jardim Rosana, em janeiro, no caso do servente, em outubro, no caso do empresário morto por um soldado da Força Tática, entre tantos outros. Como disse um amigo meu, o policial - ao vestir a farda e calçar a bota - esquece que é tão cidadão quanto o sujeito que está cansado de usufruir de sistemas públicos ineficientes.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Mais do que um mero esporte
"Onde o goleiro pisa não nasce grama". Talvez se o autor dessa frase, tão conhecida no mundo do futebol, tivesse visto o jogo entre Atlético-MG x Tijuana, disputado na noite de quinta-feira em BH, certamente iria fazer um pedido de desculpas em cadeia de rádio e TV. O sagrado palmo de chão logo abaixo do travessão é o local onde jogo após jogo se formam vilões e heróis no futebol - no Brasil e no mundo. E o Independência, e os que assistiram ao jogo pela TV, viram surgir mais um caso desses após o arqueiro Victor defender um pênalti aos 46 minutos do segundo tempo.
A defesa realizada com o pé esquerdo garantiu o Galo nas semifinais da Libertadores da América. Um daqueles jogos épicos que ficará na retina de quem é atleticano por muito tempo. E também na memória de quem gosta de futebol. Partidas com a de ontem servem para resumir a importância do futebol no cotidiano das pessoas. Não que elas ficariam mais pobres ou mais ricas dependendo do resultado da peleja, mas em questão de segundos tudo aquilo que elas carregam de ruim (dívidas, falta de dinheiro, problemas pessoais) foi para o espaço, assim como fora a bola rebatida por Victor.
Futebol é diferente de qualquer outro esporte. Gosto de basquete, de vôlei, de handbol (até acho que não se dá o merecido espaço na mídia a eles) mas o que move as pessoas é o futebol. Um lance pode fazer toda a diferença. Uma defesa às vezes é mais comemorada do que o gol. E uma vitória, em certos momentos, pode não ajudar em nada. Confusas as emoções que ele traz: um idivíduo pode ir da máxima alegria ao extremo sofrimento, e em questões de segundos voltar a êxtase.
E os longos segundos que separaram a marcação do pênalti até a defesa do Victor foram prova cabal disso. Vida longa ao futebol. Vida longa aos que gostam de futebol. E meus sentimentos se você não gosta do esporte bretão.
A defesa realizada com o pé esquerdo garantiu o Galo nas semifinais da Libertadores da América. Um daqueles jogos épicos que ficará na retina de quem é atleticano por muito tempo. E também na memória de quem gosta de futebol. Partidas com a de ontem servem para resumir a importância do futebol no cotidiano das pessoas. Não que elas ficariam mais pobres ou mais ricas dependendo do resultado da peleja, mas em questão de segundos tudo aquilo que elas carregam de ruim (dívidas, falta de dinheiro, problemas pessoais) foi para o espaço, assim como fora a bola rebatida por Victor.
Futebol é diferente de qualquer outro esporte. Gosto de basquete, de vôlei, de handbol (até acho que não se dá o merecido espaço na mídia a eles) mas o que move as pessoas é o futebol. Um lance pode fazer toda a diferença. Uma defesa às vezes é mais comemorada do que o gol. E uma vitória, em certos momentos, pode não ajudar em nada. Confusas as emoções que ele traz: um idivíduo pode ir da máxima alegria ao extremo sofrimento, e em questões de segundos voltar a êxtase.
E os longos segundos que separaram a marcação do pênalti até a defesa do Victor foram prova cabal disso. Vida longa ao futebol. Vida longa aos que gostam de futebol. E meus sentimentos se você não gosta do esporte bretão.
terça-feira, 28 de maio de 2013
O perigo da "elitização" do futebol
Ao terminar de ler o jornal ontem, uma nota de rodapé do caderno de esportes do Estadão me chamou a atenção. A arrecadação da partida entre Santos x Flamengo, em Brasília, foi a maior da história do futebol no país. Mais de R$ 6 milhões foram arrecadados. Uma bela grana, diga-se de passagem. No mesmo periódico, li que o Mané Garrincha, palco da peleja, não havia sido aprovado no evento-teste para a Copa das Confederações. Até aí nenhuma surpresa.
Depois da leitura, liguei a TV. Por coincidência, a Sportv mostrara as dificuldades pelas quais boa parte dos 63 mil pagantes passaram para ver um jogo de futebol. É catraca que não funciona, revista que é mal feita, filas em banheiros, bares e outras áreas comuns. Sabendo que eles estavam falando de um estádio no Brasil, também meio que ignorei o fato.
O que não engoli foi a informação de que o ingresso mais barato custava R$ 160,00 - daí, a cifra astronômica citada no parágrafo inicial. E ao comentar esse preço abusivo, Xico Sá - colunista da Folha de S.Paulo - foi preciso em seu comentário: "ergueram as arenas e estão cobrando preço de ópera. E é futebol". O mais caro era vendido a 460 mangos.
Esse é o meu maior receio em relação à Copa: A drástica elevação no valor das entradas. Já temos ciência de que a Copa não é para pobre. Porém, um jogo nacional, do dia-a-dia, não pode ter o ingresso mais acessível a R$ 160,00. Em um país onde o salário mínimo é R$ 678,00, o tíquete mais popular não pode ser comercializado a esse preço.
O futebol não pode passar por esse processo de "elitização". O esporte, que sempre foi caracterizado pela alcunha de popular, não pode perder essa que a sua principal característica. É claro, que passou do tempo de termos estádios mais modernos, onde o sujeito possa levar sua família com tranquilidade e conforto. Porém, a maioria do público que frequenta campos de futebol, está no seio menos abastado da população, mesmo com a ascenção de uma significativa parcela da sociedade a melhores condições de renda na última década.
Claro que o sujeito que está no topo - ou mais acima - da esfera econômica tem o direito de usufruir de mais benesses nos estádios. E os clubes devem oferecer isso (cadeiras cativas, camarotes e outros espaços). Isso já é feito em boa parte dos países da Europa. Mas ainda há o "espaço" do torcedor popular, aquele que liga a TV todo o dia para ver as novidades do time, que compra o pôster quando ganha um caneco ou o que de tempos em tempos compra uma camisa ou outro produto licenciado pela agremiação. E esse é o torcedor que dá a graça no estádio, que leva a bandeira, que faz o mosaico na arquibancada.
Em suma, a "elitização" deve ser mandada para escanteio do futebol. E se voltar, mesmo assim, deverá levar um cartão vermelho "pelo peito", como dizem lá na várzea.
Depois da leitura, liguei a TV. Por coincidência, a Sportv mostrara as dificuldades pelas quais boa parte dos 63 mil pagantes passaram para ver um jogo de futebol. É catraca que não funciona, revista que é mal feita, filas em banheiros, bares e outras áreas comuns. Sabendo que eles estavam falando de um estádio no Brasil, também meio que ignorei o fato.
O que não engoli foi a informação de que o ingresso mais barato custava R$ 160,00 - daí, a cifra astronômica citada no parágrafo inicial. E ao comentar esse preço abusivo, Xico Sá - colunista da Folha de S.Paulo - foi preciso em seu comentário: "ergueram as arenas e estão cobrando preço de ópera. E é futebol". O mais caro era vendido a 460 mangos.
Esse é o meu maior receio em relação à Copa: A drástica elevação no valor das entradas. Já temos ciência de que a Copa não é para pobre. Porém, um jogo nacional, do dia-a-dia, não pode ter o ingresso mais acessível a R$ 160,00. Em um país onde o salário mínimo é R$ 678,00, o tíquete mais popular não pode ser comercializado a esse preço.
O futebol não pode passar por esse processo de "elitização". O esporte, que sempre foi caracterizado pela alcunha de popular, não pode perder essa que a sua principal característica. É claro, que passou do tempo de termos estádios mais modernos, onde o sujeito possa levar sua família com tranquilidade e conforto. Porém, a maioria do público que frequenta campos de futebol, está no seio menos abastado da população, mesmo com a ascenção de uma significativa parcela da sociedade a melhores condições de renda na última década.
Claro que o sujeito que está no topo - ou mais acima - da esfera econômica tem o direito de usufruir de mais benesses nos estádios. E os clubes devem oferecer isso (cadeiras cativas, camarotes e outros espaços). Isso já é feito em boa parte dos países da Europa. Mas ainda há o "espaço" do torcedor popular, aquele que liga a TV todo o dia para ver as novidades do time, que compra o pôster quando ganha um caneco ou o que de tempos em tempos compra uma camisa ou outro produto licenciado pela agremiação. E esse é o torcedor que dá a graça no estádio, que leva a bandeira, que faz o mosaico na arquibancada.
Em suma, a "elitização" deve ser mandada para escanteio do futebol. E se voltar, mesmo assim, deverá levar um cartão vermelho "pelo peito", como dizem lá na várzea.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Aquela ficha que não cai
Uso meu blog desta vez para escrever sobre a morte do Chorão. Mas não para noticiar. E sim para me expressar.
A 1ª música que ouvi do CBJR foi "O Coro Vai Come", na Jovem Pan. Não foi quando a banda estourou no país. Naquela época nem me importava em ouvir rádio. Ouvi aquela música por acaso. Santo acaso. Me tornei fã e vi que não estava sozinho. Naquela época curtia mais o som do que o teor das letras, até porque, para um moleque de 10 anos, o barulho era o que importava.
Mas as letras já falavam das dificuldades da vida, de lutar pelos nossos objetivos. De dar valor aos pais e aos amigos. Mas para um moleque de 10 anos a única preocupação da vida eram as provas da escola. E aquelas músicas foram se multiplicando pelas rádios, no walk-man surrado que ganhei da minha mãe. Ali, naquele aparelho, hoje uma relíquia, passei a dar valor as coisas.
Nas excursões da escola boa parte das músicas cantadas no busão eram de autoria do Chorão. Aquele tempo que infelizmente não volta marcou a transição da vida sem compromissos para uma realidade onde o futuro se aproximava e a definição da vida batia à porta da minha casa, como se fosse alguém perguntando: "E aí? Como vai ser daqui pra frente?"
Eis que ouvi Dias de Luta, Dias de Glória, música que soou como um hino para mim. E essa canção foi caminhando minha vida até os dias atuais. Os problemas que o dia-a-dia nos reserva e a busca incessante pela felicidade seguirão conosco. O Lugar ao sol, que Chorão cantou no final dos anos 90, hoje faz todo o sentido. Consegui alguns dos objetivos traçados há alguns anos e sigo na busca por outros. Buscando fazer da minha vida algo melhor do que já vi e ouvi.
Valeu, Chorão.
A 1ª música que ouvi do CBJR foi "O Coro Vai Come", na Jovem Pan. Não foi quando a banda estourou no país. Naquela época nem me importava em ouvir rádio. Ouvi aquela música por acaso. Santo acaso. Me tornei fã e vi que não estava sozinho. Naquela época curtia mais o som do que o teor das letras, até porque, para um moleque de 10 anos, o barulho era o que importava.
Mas as letras já falavam das dificuldades da vida, de lutar pelos nossos objetivos. De dar valor aos pais e aos amigos. Mas para um moleque de 10 anos a única preocupação da vida eram as provas da escola. E aquelas músicas foram se multiplicando pelas rádios, no walk-man surrado que ganhei da minha mãe. Ali, naquele aparelho, hoje uma relíquia, passei a dar valor as coisas.
Nas excursões da escola boa parte das músicas cantadas no busão eram de autoria do Chorão. Aquele tempo que infelizmente não volta marcou a transição da vida sem compromissos para uma realidade onde o futuro se aproximava e a definição da vida batia à porta da minha casa, como se fosse alguém perguntando: "E aí? Como vai ser daqui pra frente?"
Eis que ouvi Dias de Luta, Dias de Glória, música que soou como um hino para mim. E essa canção foi caminhando minha vida até os dias atuais. Os problemas que o dia-a-dia nos reserva e a busca incessante pela felicidade seguirão conosco. O Lugar ao sol, que Chorão cantou no final dos anos 90, hoje faz todo o sentido. Consegui alguns dos objetivos traçados há alguns anos e sigo na busca por outros. Buscando fazer da minha vida algo melhor do que já vi e ouvi.
Valeu, Chorão.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Volta histórica
O que é possível fazer em 45 segundos e 817 milésimos? Subir alguns lances de escada. Usar o banheiro, quem sabe? Correr alguns metros a pé? Se para você esse tempo é pouco, para Danica Patrick foi o suficiente para fazer história. Neste domíngo (17) a piloto norte-americana cravou a pole-position para as 500 Milhas de Daytona, a principal prova da Nascar, categoria de carros de turismo dos EUA (o equivalente a Stock Car - só que com prestígio BEM menor). Danica tornou-se a primeira mulher a ocupar a posição de honra do grid de largada.
| Danica faz história e põe o #10 na 1ª posição en Daytona Beach |
Nas emissoras de televisão da terra do Tio Sam o destaque era pra Danica. Entrevistas, fotos, cliques e 10 mil dólares na conta dela. A pole de Danica mostra uma nítida evolução na carreira dela na Nascar. Patrick já fez algumas aparições na Sprint Cup, sempre se envolvendo em algum acidente. Mas dessa vez ela desbancou 44 marmanjos, entre eles Jimmie Jonhson - pentacampeão da categoria - e o chefe dela, Tony Stewart.
Por mais telentosa que seja, a pole position de Danica foi uma tremenda zebra. Daquelas que só acontecem no futebol. Ela foi a oitava piloto a ir para o oval de 2,5 milhas. Nas duas voltas que teve direito registrou uma média de 316 km/h, guiando o Chevrolet Impala SS #10. Além de Danica, apenas Jeff Gordon, segundo mais rápido no treino, tem a vaga garantida na prova, que será disputada no próximo domingo. Os demais 43 vão disputar um lugar no grid nos Duels, que acontecem na queinta-feira.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
2013 mode on
Seis meses depois volto a escrever nesse espaço. E num dia importante para o esporte, sobretudo o futebol, brasileiro. A maioria dos clubes se reapresentaram para a pré-temporada e o atual campeão do mundo concretizou o transação de Alexandre Pato. Sim, se já não bastasse um ataque com Sheik, Guerrero, Paulinho e cia, o Corinthians pagou 40 milhões de reais pelo Pato. Negócio bom? Sim e não.
Por que sim?
Pato é jovem - tem apenas 23 anos - e já provou por A+B que tem capacidade de jogar em qualquer clube do mundo. É matador nato. Daqueles que têm faro de gol apurado e infernizam qualquer defesa. É veloz. Consegue arrancar com a bola deixando zagueiros na saudade. Tem boa impulsão, apesar de não ser um gigante. E pode ser revendido para um clube grande da Europa, ou para um desses times comprados com a grana do petroleo do leste europeu,
Por que não?
Apesar de jovem, Pato conviveu com muitas lesões, a maioria delas musculares, e - somado o período no estaleiro - ficou quase dois anos se tratando. Claro que não é culpa dele, acredito. Diversos jogadores se machucam todos os anos, mas alguns apresentam problemas crônicos em partes do corpo. Porém, o jogador se machucava na mesma proporção em que Neymar mudava de penteado. Ao todo, desde 2007, Pato teve 16 lesões.
Todo investimento, independente da área, tem seu risco. E essa injeção de R$ 40 milhões requer uma avaliação criteriosa dos riscos que ela pode trazer. Não é todo dia que um clube brasileiro investirá essa bagatela em um jogador, por melhor ou mais jovem que ele seja. Que Pato retribua em campo a expectativa depositada nele. 4 anos é tempo mais do que suficiente.
Por que sim?
Pato é jovem - tem apenas 23 anos - e já provou por A+B que tem capacidade de jogar em qualquer clube do mundo. É matador nato. Daqueles que têm faro de gol apurado e infernizam qualquer defesa. É veloz. Consegue arrancar com a bola deixando zagueiros na saudade. Tem boa impulsão, apesar de não ser um gigante. E pode ser revendido para um clube grande da Europa, ou para um desses times comprados com a grana do petroleo do leste europeu,
Por que não?
Apesar de jovem, Pato conviveu com muitas lesões, a maioria delas musculares, e - somado o período no estaleiro - ficou quase dois anos se tratando. Claro que não é culpa dele, acredito. Diversos jogadores se machucam todos os anos, mas alguns apresentam problemas crônicos em partes do corpo. Porém, o jogador se machucava na mesma proporção em que Neymar mudava de penteado. Ao todo, desde 2007, Pato teve 16 lesões.
Todo investimento, independente da área, tem seu risco. E essa injeção de R$ 40 milhões requer uma avaliação criteriosa dos riscos que ela pode trazer. Não é todo dia que um clube brasileiro investirá essa bagatela em um jogador, por melhor ou mais jovem que ele seja. Que Pato retribua em campo a expectativa depositada nele. 4 anos é tempo mais do que suficiente.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
O queridinho da América
A vitória de Dale Earnhardt, Jr. no último domingo (17) mostrou como um esportista pode ser adorado por todos que o cercam. O piloto de 37 anos amargava um jejum de 4 anos e 2 dias sem uma vitória na Sprint Cup, principal divisão da Nascar, a categoria de automobilismo mais popular nos EUA. Há 143 GPs, Earnhard Jr. não sabia que era estar no "Victory Lane". A última vez havia sido em Michigan e, por capricho do destino, o oval de 2 milhas foi o palco do fim da seca de vitórias.
Mas o que ficou marcado após a corrida foi a festa incontida de torcedores, mecânicos e até pilotos de outras equipes. Do curto trajeto que separa a linha de chegada do Victory Lane, pelo menos umas 50 pessoas de outros times acenaram, parabenizando o "driver" da equipe Hendrick. O piloto do Chevrolet nº 88 é filho de uma das lendas da categoria, Dale Earnhardt, Sir, que morreu em Daytona em 2001. Junior, desde de 2003, é o competidor mais popular da categoria, mesmo sem ter sido campeão em nenhuma vez (seu finado pai conquistou por sete vezes a temporada).
| Jr. retoma o caminho das vitórias justamente em Michigan, palco do último triunfo |
Para se ter noção de como o triunfo de Dale Jr. era tão aguardo pelos fãs, desde que a crônica da corrida foi postada no site oficial da Nascar, após a vitória, mais de 6.100 pessoas deixaram um comentário. Só para comprarmos, o texto resumindo a vitória de Joey Logano, em Pocono, etapa que antecedeu Michigan, tem pouco mais de 2.000 "coments". Sem contar os resumos nos sites da ESPN, Fox Sports e outras emissoras que transmitem a Nascar lá na terra do "tio Sam".
| Fãs comemoram vitória de Dale Jr. em Michigan |
O triunfo de Earnhardt Jr foi incontestável. Liderou 96 das 200 voltas em Michigan e contou com um belo trabalho da equipe nos pit-stops. Atual campeão da Nascar, Tony Stewart foi o segundo e Matt Kenseth, líder do campeonato, fechou o grupo dos três melhores. Com o triunfo, Earnhardt Jr assumiu a vice-liderança do campeonato e tem presença quase garantida nos playoffs que definem o campeão da Nascar.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
No alvo
Após um final emocionante, a 96ª edição das 500 Milhas de Indianápolis trouxe um monte de novidades. A única coisa que não era inédita foi o vencedor. Dario Franchitti bebeu pela terceira vez a garrafa de leite mais cobiçada do mundo da velocidade. Mas a o caminho para essa façanha não foi nada fácil.
A primeira notícia a respeito de Franchitti foi a troca do número do carro para a corrida. O escocês sempre corre com o número 10 estampado no Dallara de cor avermelhada. Desta vez, para homenagear a "Target", patrocinadora da Chip Ganassi, Dario usou o número 50.
Durante os treinos, não esteve entre os três primeiros em nenhuma vez. Na classificação, o 16º tempo dava a impressão de que este ano o time de Chip Ganassi seria apenas coadjuvante no quadrioval de Indiana. Mas durante a corrida, neste domingo, a coisa foi se invertendo aos poucos.
Até a volta de número 100, pouco se viu do bólido guiado pelo ítalo-escocês. A não ser, um toque envolvendo ele e E.J. Viso dentro dos pits, o que complicou ainda mais a vida dele. Porém, aí veio o "tiro no alvo".
Com uma grande tática de pit stop, Franchitti foi escalando o pelotão na segunda metade da corrida. A 50 voltas do fim, já estava entre os 6 primeiros e ainda não tinha liderado nem meia volta nas 500 Milhas. Aí a experiência falou alto. Chegou a liderança da prova e, na abertura do último giro, escapou da barbeiragem de Takuma Sato, que tentou ultrapassá-lo e foi direto ao muro - lembrando o acidente entre Fittilpadi e Unser Jr. em 1989. Tricampeão com autoridade.
Uma rápida análise da cagada feita pelo japonês
Não é de hoje que sabemos que Sato é um piloto muito afoito - para não dizer burro. Se tivesse prestado o mínimo de atenção, o piloto da equipe Rahal-Letterman, teria percebido que Franchitti ia usar da experiência para evitar o bote. Mesmo assim, o piloto do carro #15 foi com tudo, Franchitti tirou o carro, e sobrou o muro da curva 1 para o ex-piloto da F1.
Porém, se tivesse guardado posição, teria mais vácuo para passar o Dario entre as curvas 3 e 4, assim como fez para ultrapassar Dixon. Que sirva de aprendizado para ele e para Bobby Rahal, dono do time. Que em 2013, Rahal escolha uma melhor dupla de pilotos.
A primeira notícia a respeito de Franchitti foi a troca do número do carro para a corrida. O escocês sempre corre com o número 10 estampado no Dallara de cor avermelhada. Desta vez, para homenagear a "Target", patrocinadora da Chip Ganassi, Dario usou o número 50.
| Para homenagear patrocinador, Dario usou o número 50 em Indiana |
Até a volta de número 100, pouco se viu do bólido guiado pelo ítalo-escocês. A não ser, um toque envolvendo ele e E.J. Viso dentro dos pits, o que complicou ainda mais a vida dele. Porém, aí veio o "tiro no alvo".
Com uma grande tática de pit stop, Franchitti foi escalando o pelotão na segunda metade da corrida. A 50 voltas do fim, já estava entre os 6 primeiros e ainda não tinha liderado nem meia volta nas 500 Milhas. Aí a experiência falou alto. Chegou a liderança da prova e, na abertura do último giro, escapou da barbeiragem de Takuma Sato, que tentou ultrapassá-lo e foi direto ao muro - lembrando o acidente entre Fittilpadi e Unser Jr. em 1989. Tricampeão com autoridade.
| Franchitti celebra terceiro triunfo em Indianápolis; o 2º pela Chip Ganassi |
Não é de hoje que sabemos que Sato é um piloto muito afoito - para não dizer burro. Se tivesse prestado o mínimo de atenção, o piloto da equipe Rahal-Letterman, teria percebido que Franchitti ia usar da experiência para evitar o bote. Mesmo assim, o piloto do carro #15 foi com tudo, Franchitti tirou o carro, e sobrou o muro da curva 1 para o ex-piloto da F1.
Porém, se tivesse guardado posição, teria mais vácuo para passar o Dario entre as curvas 3 e 4, assim como fez para ultrapassar Dixon. Que sirva de aprendizado para ele e para Bobby Rahal, dono do time. Que em 2013, Rahal escolha uma melhor dupla de pilotos.
| Afobação de Sato acabou no muro da curva 1 de Indianápolis |
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Sigam-me os bons!!!
Quem nunca assistiu a um episódio do Chaves ou do Chapolin Colorado? Com certeza, o leitor irá se lembrar de pelo menos uma passagem dos personagens criados pelo ator mexicano Roberto Gómez Bolaños, que ainda fazem sucesso na televisão. Pois bem, para homenagear o artista que, durante décadas, levou alegria às pessoas, o piloto Sérgio Perez, compatriota de Bolaños, participará do GP de Mônaco com um capacete em alusão ao seu ídolo de infância.
"Checo" Perez teve como melhor resultado neste ano um segundo lugar na Malásia. Porém, depois daquela corrida não pontuou mais. Através de seu twitter, o piloto da Sauber fez o anúncio: "Essa é a grande surpresa! Meu maior ídolo, Roberto Bolaños, estará em meu capacete no GP de Mônaco. Roberto, muito obrigado por nos fazer tão felizes. Vamos CH!"
O famoso coração com as letras "CH" estará na parte de cima do capacete. Já a figura de Bolaños vestido como Chapolin Colorado estará na parte da nuca, junto da famosa expressão "Sigam-me os bons!" Criador do super-heroi atrapalhado, Chespirito agradeceu: “Checo Pérez: sorte em Mônaco e obrigado pelo CH em seu capacete. De seu amigo, Roberto Bolaños.”
"Checo" Perez teve como melhor resultado neste ano um segundo lugar na Malásia. Porém, depois daquela corrida não pontuou mais. Através de seu twitter, o piloto da Sauber fez o anúncio: "Essa é a grande surpresa! Meu maior ídolo, Roberto Bolaños, estará em meu capacete no GP de Mônaco. Roberto, muito obrigado por nos fazer tão felizes. Vamos CH!"
| Foto: Facebook/Sérgio Perez |
| Pérez mostra o capacete personalizado com a imagem do Polegar Vermelho |
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Ricky Bobby por um dia
Kurt Busch foi do céu ao inferno em pouco mais de três meses. O piloto da Nascar tinha, em 2011, um ótimo contrato com a equipe Penske, um carro competitivo e o status de ex-campeão da categoria. Porém, nas últimas etapas do ano passado, jogou isso tudo pelo ralo ao brigar com jornalistas e se envolver em polêmicas fora das pistas. Resultado: foi demitido por Roger Penske por justa causa e ficou a pé para este ano.
"Buschão" teve que dar um reinício na sua carreira e aceitou o desafio de guiar um carro de uma equipe nanica, a Phoenix. Sim, o nome do time faz alusão à ave que renasce das cinzas. E parece de Kurt tem encarnado esse espírito.
Na etapa disputada no último domingo, em Talladega, o carro 51 não tinha um patrocinador. Mas isso não impediu o ânimo e a vontade do ex-campeão. Kurt e sua equipe deram um "golpe de mestre" ao lembrar do filme "Talledega Nights", de 2006, estrelado por Will Ferrel. Na trama, o ator faz o papel de Ricky Bobby, um piloto consagrado que perde o seu patrocinador, mesmo cenário de Busch.
Para não correr com o carro "pelado", Ricky usa um artifício: coloca ele mesmo com patrociandor. Com um leão pintado no capô e a palavra ME (eu em inglês) ele quer dizer que acredita nele e que a ausência de uma empresa que banque os custos não o farão desistir do campeonato. Vendo que não teria um "sponsor", Kurt faz a mesma coisa.
Kurt Busch andou toda a corrida entre os primeiros colocados, e chegou a liderar três voltas em Talladega. Porém, no final da prova, ele foi tocado por Brad Keselowski - seu ex-companheiro de equipe na Penske - e roudou. O ex-campeão terminou a prova em 20º mas mostrou que pode ser rápido mesmo com uma equipe pequena e sem patrocinador.
"Buschão" teve que dar um reinício na sua carreira e aceitou o desafio de guiar um carro de uma equipe nanica, a Phoenix. Sim, o nome do time faz alusão à ave que renasce das cinzas. E parece de Kurt tem encarnado esse espírito.
Na etapa disputada no último domingo, em Talladega, o carro 51 não tinha um patrocinador. Mas isso não impediu o ânimo e a vontade do ex-campeão. Kurt e sua equipe deram um "golpe de mestre" ao lembrar do filme "Talledega Nights", de 2006, estrelado por Will Ferrel. Na trama, o ator faz o papel de Ricky Bobby, um piloto consagrado que perde o seu patrocinador, mesmo cenário de Busch.
Para não correr com o carro "pelado", Ricky usa um artifício: coloca ele mesmo com patrociandor. Com um leão pintado no capô e a palavra ME (eu em inglês) ele quer dizer que acredita nele e que a ausência de uma empresa que banque os custos não o farão desistir do campeonato. Vendo que não teria um "sponsor", Kurt faz a mesma coisa.
| Kurt inova pintura e faz sucesso como "Ricky Bobby" |
domingo, 29 de abril de 2012
Arrancada final
Após quatro dias de trabalho, a cobertura na Fórmula Indy acabou. O Power venceu de novo e a chuva não desabou na hora da corrida. Neste domingo algumas cenas me deixaram impressionado: o grande número de meninos e meninas presentes no local e a festa que a torcida faz a cada ultrapassagem.
Assisti a corrida em lugar de destaque: o camarote da firma. Lanchinho, bebidas, salgadinho..tudo na faixa, "de gratis'', como o outro. O barulho que esses carros fazem é algo absurdo, mas não se compara ao barulho que os aviões da FAB, que fizeram um razante em cima do circuito.
Dia de corrida é algo diferente. Os pilotos antecipam que não vão falar, mas sempre um ou outro escapa e diz alguma coisa. Mecânicos ficam com a cara mais fechada ainda. E as pessoas se espremem pra tirar uma foto do carro ou do competidor. Vendo pela televisão, no sofá da minha casa, parece que a corrida leva horas. Sentado na beira da pista, o tempo voa (assim como os caras dentro do carro) e quando você percebe o fulano já ganhou a etapa.
Nesse parágrafo final, quero agradecer a todos que me ajudaram nessa estreia. Toda a equipe do Band News que esteve comigo nessa empreitada automobilística e que me proporcionou um dos melhores momentos da vida: acompanhar de perto (muito perto mesmo) uma corrida de carros de fórmula. Muito trabalho, mas que no final foi muito recompensador. Tomara que em 2013 esteja lá de novo.
Hasta!
Assisti a corrida em lugar de destaque: o camarote da firma. Lanchinho, bebidas, salgadinho..tudo na faixa, "de gratis'', como o outro. O barulho que esses carros fazem é algo absurdo, mas não se compara ao barulho que os aviões da FAB, que fizeram um razante em cima do circuito.
Dia de corrida é algo diferente. Os pilotos antecipam que não vão falar, mas sempre um ou outro escapa e diz alguma coisa. Mecânicos ficam com a cara mais fechada ainda. E as pessoas se espremem pra tirar uma foto do carro ou do competidor. Vendo pela televisão, no sofá da minha casa, parece que a corrida leva horas. Sentado na beira da pista, o tempo voa (assim como os caras dentro do carro) e quando você percebe o fulano já ganhou a etapa.
Nesse parágrafo final, quero agradecer a todos que me ajudaram nessa estreia. Toda a equipe do Band News que esteve comigo nessa empreitada automobilística e que me proporcionou um dos melhores momentos da vida: acompanhar de perto (muito perto mesmo) uma corrida de carros de fórmula. Muito trabalho, mas que no final foi muito recompensador. Tomara que em 2013 esteja lá de novo.
Hasta!
sábado, 28 de abril de 2012
Zebra traiçoeira
Terceiro dia de trabalho no Anhembi. Depois da caminhada deste sábado (28), posso dizer que corro a São Silvestre numa boa. Bom, depois dessa breve explanação, digo que o dia de hoje foi de zebras. Aliás a zebra me proporcionou dois momentos muitos legais. Porém, não me refiro àquele animal listrado em preto e branco.
Na segunda sessão de treinos livres, um acidente com o Helio Castroneves foi o centro das atenções. O piloto passou por cima de uma zebra, na primeira curva do circuito, e bateu o carro. Nada grave com ele, felizmente. Porém, para minha sorte, a batida foi bem em frente ao local onde eu estava. Por pouco, não pegamos a batida num ângulo exclusivo. Mas foi muito legal ver um acidente de perto. Pena que no treino que definiu a ordem de largada, Castroneves não foi tão bem.
O segundo momento foi, após o qualificatório, conseguir falar com o próprio Helio sobre o acidente da manhã. Estava circulando pela garagem. O treino já havia acabado e fiquei passando pelo local, vendo o trabalho da Penske - equipe do brasileiro. Achava que ele já estava em reunião com engenheiros, mecânicos e outros sujeitos. Contudo, para a minha surpresa olho para o lado e vejo um indivíduo de macacão amarelo chegando em uma scooter.
Helinho chegou junto com o patrão, Roger Penske. Esperei ele descer da motoca, falar qualquer coisa com o dono da equipe e perguntei sobre o acidente. Fiz uma brincadeira com o termo "deu zebra" - usado quando algo totalmente inesperado acontece, sobretudo no esporte. Ele riu e disse: "É cara, hoje a zebra foi traçoeira. O carro estava bom mas tive azar". Aproveitando que estava sozinho, questionei se aquele ponto do trajeto é o mais 'crítico'. Mais sério, ele disse que sim, aquela zebra é alta demais e os pilotos precisam tomar cuidado ao passar pelo local.
Após a segunda pergunta uma legião de repórteres e torcedores se aproximou. Após a muvuca passar, indaguei-o se iria copiar alguma coisa no carro do Will Power (pole position) e ele afirmou: "O homem parece que tem o domínio das ruas de SP, vou comparar alguns tempos e roubar uns segredos."
Outra coisa que merece destaque: a legião de fãs que o Rubens Barrichello tem. A maioria das pessoas autorizada a circular pela garagem estava posicionada em frente ao local reservado para a equipe de Rubinho. Respondendo ao grande apoio dos presentes, o ex-F1 passou de moto próximo aos torcedores e estendeu braço, cumprimentando várias pessoas.
Na segunda sessão de treinos livres, um acidente com o Helio Castroneves foi o centro das atenções. O piloto passou por cima de uma zebra, na primeira curva do circuito, e bateu o carro. Nada grave com ele, felizmente. Porém, para minha sorte, a batida foi bem em frente ao local onde eu estava. Por pouco, não pegamos a batida num ângulo exclusivo. Mas foi muito legal ver um acidente de perto. Pena que no treino que definiu a ordem de largada, Castroneves não foi tão bem.
| Castroneves estampa o carro #3 no muro bem a minha frente - FotoArena |
Helinho chegou junto com o patrão, Roger Penske. Esperei ele descer da motoca, falar qualquer coisa com o dono da equipe e perguntei sobre o acidente. Fiz uma brincadeira com o termo "deu zebra" - usado quando algo totalmente inesperado acontece, sobretudo no esporte. Ele riu e disse: "É cara, hoje a zebra foi traçoeira. O carro estava bom mas tive azar". Aproveitando que estava sozinho, questionei se aquele ponto do trajeto é o mais 'crítico'. Mais sério, ele disse que sim, aquela zebra é alta demais e os pilotos precisam tomar cuidado ao passar pelo local.
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| Exclusividade durou pouco. Uma leva de gente se aproximou |
Outra coisa que merece destaque: a legião de fãs que o Rubens Barrichello tem. A maioria das pessoas autorizada a circular pela garagem estava posicionada em frente ao local reservado para a equipe de Rubinho. Respondendo ao grande apoio dos presentes, o ex-F1 passou de moto próximo aos torcedores e estendeu braço, cumprimentando várias pessoas.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Vida de "rookie"
À primeira vista parece um mundo novo. Sabe quando você vai para um lugar que já viu anteriormente, mas quando chega no local tudo parece diferente? Pois é, minha primeira experiência cobrindo um grande evento esportivo pode ser comparada a essa viagem. De uma hora para outra uma centena de pessoas corre para todos os lados. Carrinhos elétricos passam entre as garagens da Fórmula Indy e o cheiro de combustível já começa a ser sentido.
Uma embromada no inglês. "Good morning" pra lá, "thanks" pra cá, e consigo acesso para ficar perto de um carro. O carro! Um barulho que impressiona, surpreende, ensurdece e estremece. Não só o do motor. Cada detalhe é visto com o mínimo de cuidado. Da roda ao parafuso que prende uma parte do banco, tudo é vistoriado. Verdadeiro pente-fino.
Enquanto os mecânicos montam as máquinas, pilotos sorriem para as câmeras, assessores negociam entrevistas, patrocinadores pedem favores e os jornalistas se infiltram nesse meio todo. Todo canto tem alguém tirando foto. Do carro, da equipe e, se bobear, até do extintor.
Saco vazio não para em pé. Quando o almoço é liberado na sala de imprensa, muitos parecem que vão pra santa ceia. Só falta alguém tocar o sino e gritar "Tá na mesa!". Revê alguns colegas, conhece outros, pesca informações como quem não quer nada, e guarda as que tem na mão como um pote de ouro.
Um estranho no ninho já visto antes. Mas depois de alguns minutos de "ambientação" e de "filma aqui", "grava essa sonora" e outros jargões, o trabalho rende, a hora passa (voando) e tudo aquilo que no começo do dia era totalmente desconhecido torna-se algo tão natural e normal. Mais normal do que vistoriar o parafuso que prende uma parte do banco.
Uma embromada no inglês. "Good morning" pra lá, "thanks" pra cá, e consigo acesso para ficar perto de um carro. O carro! Um barulho que impressiona, surpreende, ensurdece e estremece. Não só o do motor. Cada detalhe é visto com o mínimo de cuidado. Da roda ao parafuso que prende uma parte do banco, tudo é vistoriado. Verdadeiro pente-fino.
Enquanto os mecânicos montam as máquinas, pilotos sorriem para as câmeras, assessores negociam entrevistas, patrocinadores pedem favores e os jornalistas se infiltram nesse meio todo. Todo canto tem alguém tirando foto. Do carro, da equipe e, se bobear, até do extintor.
Saco vazio não para em pé. Quando o almoço é liberado na sala de imprensa, muitos parecem que vão pra santa ceia. Só falta alguém tocar o sino e gritar "Tá na mesa!". Revê alguns colegas, conhece outros, pesca informações como quem não quer nada, e guarda as que tem na mão como um pote de ouro.
Um estranho no ninho já visto antes. Mas depois de alguns minutos de "ambientação" e de "filma aqui", "grava essa sonora" e outros jargões, o trabalho rende, a hora passa (voando) e tudo aquilo que no começo do dia era totalmente desconhecido torna-se algo tão natural e normal. Mais normal do que vistoriar o parafuso que prende uma parte do banco.
sábado, 21 de abril de 2012
Indy divulga lista prévia de inscritos na Indy 500
Antes mesmo da etapa do Brasil, a Indy se antecipou e divulgou uma lista com 34 carros inscritos para as 500 Milhas de Indianápolis, lendária prova do automobilismo mundial, que acontece no último fim de semana de maio. A lista não possui muitas supresas, talvez a maior delas seja a ausência de um nome já conhecido no mundo das corridas.
O francês Jean Alesi, com passagens pela Fórmula 1 e pela DTM, não está na relação dos inscritos. Alesi já anunciou que participará pela primeira vez da prova pela equipe Newmann-Haas, que não disputa toda a temporada da Indy meste ano. Honestamente não sei o motivo que levou o time a não mencionar o veterano na listagem pré-oficial.
Mas há novatos nessa história. Wade Cunninghan vai correr as 500 Milhas pela primeira vez, assim como Bryan Clauson. No último ano, 44 bólidos foram inscritos para concorrer a 33 vagas no grid de largada. Acredito que, neste ano, esse número não será superado.
Confira a lista de inscritos:
Penske: Hélio Castroneves, Ryan Briscoe e Will Power;
Ganassi: Dario Franchitti, Scott Dixon, Graham Rahal e Charlie Kimball
Andretti: Bia Figueiredo, Marco Andretti, James Hinchcliffe e Ryan Hunter-Reay
KV: Rubens Barrichello, Tony Kanaan e Ernesto Viso
Foyt: Mike Conway e Wade Cunningham
Dale Coyne: Justin Wilson e James Jakes
Panther: JR Hildebrand
Dragon: Sébastien Bourdais e Katherine Legge
Rahal Letterman: Takuma Sato e A ser anunciado
Carpenter: Ed Carpenter e A ser anunciado
Dreyer & Reinbold: Oriol Servià
Schmidt Hamilton Simon Pagenaud e A ser anunciado
Fisher Hartman: Josef Newgarden e Bryan Clauson
HVM: Simona de Silvestro
BHA: Alex Tagliani
Newman Haas: A ser anunciado
AFS: Sebastian Saavedra
O francês Jean Alesi, com passagens pela Fórmula 1 e pela DTM, não está na relação dos inscritos. Alesi já anunciou que participará pela primeira vez da prova pela equipe Newmann-Haas, que não disputa toda a temporada da Indy meste ano. Honestamente não sei o motivo que levou o time a não mencionar o veterano na listagem pré-oficial.
Mas há novatos nessa história. Wade Cunninghan vai correr as 500 Milhas pela primeira vez, assim como Bryan Clauson. No último ano, 44 bólidos foram inscritos para concorrer a 33 vagas no grid de largada. Acredito que, neste ano, esse número não será superado.
Confira a lista de inscritos:
Penske: Hélio Castroneves, Ryan Briscoe e Will Power;
Ganassi: Dario Franchitti, Scott Dixon, Graham Rahal e Charlie Kimball
Andretti: Bia Figueiredo, Marco Andretti, James Hinchcliffe e Ryan Hunter-Reay
KV: Rubens Barrichello, Tony Kanaan e Ernesto Viso
Foyt: Mike Conway e Wade Cunningham
Dale Coyne: Justin Wilson e James Jakes
Panther: JR Hildebrand
Dragon: Sébastien Bourdais e Katherine Legge
Rahal Letterman: Takuma Sato e A ser anunciado
Carpenter: Ed Carpenter e A ser anunciado
Dreyer & Reinbold: Oriol Servià
Schmidt Hamilton Simon Pagenaud e A ser anunciado
Fisher Hartman: Josef Newgarden e Bryan Clauson
HVM: Simona de Silvestro
BHA: Alex Tagliani
Newman Haas: A ser anunciado
AFS: Sebastian Saavedra
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Castroneves divulga pintura do carro para SP Indy 300
Tricampeão das 500 milhas de Indianáplois, o brasileiro Helio Castroneves desembarca no Brasil de cores novas. Mas engana-se quem pensa que ele trocou de time. O que ocorre é um "rodízio" de patrocinadores do piloto do carro #3. No dia 29, próximo domingo, Castroneves terá o terceiro "sponsor" diferente em quatro corridas disputadas pela Penske, neste ano.
Na etapa inicial, em St, Pete, o bólido do brazuca tinhas as cores vermelho e amarelo. No Alabama e em Long Beach as cores predominantes eram o azul e o branco. Na corrida a ser realizada nas ruas de São Paulo, Castroneves terá um carro amarelo e branco.
Na etapa inicial, em St, Pete, o bólido do brazuca tinhas as cores vermelho e amarelo. No Alabama e em Long Beach as cores predominantes eram o azul e o branco. Na corrida a ser realizada nas ruas de São Paulo, Castroneves terá um carro amarelo e branco.
| Castroneves terá o 3º patrocinador em 4 corridas da Indy (Foto: Divulgação) |
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Borussia pode conquistar bicampeonato da Bundesliga no fim de semana
Faltando três rodadas para o fim do Campeonato Alemão, o Borussia Dortmund pode sagrar-se bicampeão neste sábado. Para conquistar o caneco basta uma simples vitória sobre o Borussia Mochengladbach, que luta por uma vaga na Liga dos Campeões da UEFA, da próxima temporada. O time amarelo tem oito pontos de vantagem sobre o Bayern de Munique, que enfrenta o Werder Bremen.
O jogo da equipe de Munique começa horas antes do duelo entre os "Borussias", por isso o Dortumund poderá entrar em campo já campeão, caso os bávaros não vençam. A equipe comanda por Jupp Heynckes está nas semifinais da Liga dos Campeões, por isso, alguns membros da comissão técnica admitem que o foco do time está na partida decisiva contra o Real Madrid, na próxima quarta-feira.
De saída
Outra notícia que marcou o futebol alemão foi o anúncio da não renovação de contrato entre o atacante espanhol Raúl e o Schalke 04, maior rival do Borussia Dortmund. As partes não chegaram a um acordo. O jogador queria um novo contrato válido por duas temporadas, e os "azuis-reais" ofereceram uma temporada. Maior ídolo do Real Madrid na década passada, Raúl González passou duas temporadas no futebol alemão, após deixar a equipe merengue. O futebol do Catar deve ser o destino do veterano centroavante, de 34 anos.
O jogo da equipe de Munique começa horas antes do duelo entre os "Borussias", por isso o Dortumund poderá entrar em campo já campeão, caso os bávaros não vençam. A equipe comanda por Jupp Heynckes está nas semifinais da Liga dos Campeões, por isso, alguns membros da comissão técnica admitem que o foco do time está na partida decisiva contra o Real Madrid, na próxima quarta-feira.
De saída
Outra notícia que marcou o futebol alemão foi o anúncio da não renovação de contrato entre o atacante espanhol Raúl e o Schalke 04, maior rival do Borussia Dortmund. As partes não chegaram a um acordo. O jogador queria um novo contrato válido por duas temporadas, e os "azuis-reais" ofereceram uma temporada. Maior ídolo do Real Madrid na década passada, Raúl González passou duas temporadas no futebol alemão, após deixar a equipe merengue. O futebol do Catar deve ser o destino do veterano centroavante, de 34 anos.
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