Faltando três rodadas para o fim do Campeonato Alemão, o Borussia Dortmund pode sagrar-se bicampeão neste sábado. Para conquistar o caneco basta uma simples vitória sobre o Borussia Mochengladbach, que luta por uma vaga na Liga dos Campeões da UEFA, da próxima temporada. O time amarelo tem oito pontos de vantagem sobre o Bayern de Munique, que enfrenta o Werder Bremen.
O jogo da equipe de Munique começa horas antes do duelo entre os "Borussias", por isso o Dortumund poderá entrar em campo já campeão, caso os bávaros não vençam. A equipe comanda por Jupp Heynckes está nas semifinais da Liga dos Campeões, por isso, alguns membros da comissão técnica admitem que o foco do time está na partida decisiva contra o Real Madrid, na próxima quarta-feira.
De saída
Outra notícia que marcou o futebol alemão foi o anúncio da não renovação de contrato entre o atacante espanhol Raúl e o Schalke 04, maior rival do Borussia Dortmund. As partes não chegaram a um acordo. O jogador queria um novo contrato válido por duas temporadas, e os "azuis-reais" ofereceram uma temporada. Maior ídolo do Real Madrid na década passada, Raúl González passou duas temporadas no futebol alemão, após deixar a equipe merengue. O futebol do Catar deve ser o destino do veterano centroavante, de 34 anos.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Vettel faz comparação ridícula entre Brasil e Bahrein para contornar violência
O clima de tensão está cada vez mais evidente entre os pilotos da Fórmula 1. Porém, isso está longe de ocorrer devido às brigas por posições na pista. A questão política no Bahrein, próxima etapa do mundial de 2012, deixa todo mundo inseguro, por mais que se use as frases prontas do tipo "o esporte não tem nada a ver com política", ou de que "será um fim de semana qualquer".
Contudo, se é para abrir o bico e usar os chavões supracitados, que se faça com o mínimo de prudência. IFaltou isso ao bicampeão Sebastian Vettel. Questionado sobre a situção política no país, o alemão da Red Bull disparou: "Você pode imaginar quando vamos ao Brasil. Não é realmente o lugar onde gostaríamos de estar também."
Convenhamos, alguns pilotos não gostam mesmo de vir ao Brasil. Aqueles sorrisos, ações de marketing, sessão de autógrafos só rolam por causa de questões contratuais. Além da (evidente) falta de estrutura em Interlagos, a insgurança da capital paulista assusta 8 a cada 10 pessoas que vem a São Paulo para trabalhar na etapa tupiniquim, tratada como um "circo" pela mídia.
Todavia, a violência vivida no Brasil e no Bahrein tem fundamentos e causas totalmente diferentes. Lá, a questão é política/religiosa, que não entrarei em detalhes até por ser meio leigo no assunto. Já aqui, a violência acontece por pura falta de oportunidades e pela "esperança" de um "futuro menos sofrido". Além disso, não há bombas explodindo em cada esquina, mas há um "trombadinha" em cada farol.
Por isso, comparar um país com o outro é uma bobagem sem tamanho. A sorte de Vettel é que aqui no Brasil as coisas são esquecidas rapidamente, assim como os trombadinhas do farol, e quando chegar a etapa brasileira aquele monte de gente vem com sorriso largo, dizendo que adora o Brasil, blá, blá, blá . Mas que o campeão falou uma tremenda de uma merda, ah isso falou!
Contudo, se é para abrir o bico e usar os chavões supracitados, que se faça com o mínimo de prudência. IFaltou isso ao bicampeão Sebastian Vettel. Questionado sobre a situção política no país, o alemão da Red Bull disparou: "Você pode imaginar quando vamos ao Brasil. Não é realmente o lugar onde gostaríamos de estar também."
Convenhamos, alguns pilotos não gostam mesmo de vir ao Brasil. Aqueles sorrisos, ações de marketing, sessão de autógrafos só rolam por causa de questões contratuais. Além da (evidente) falta de estrutura em Interlagos, a insgurança da capital paulista assusta 8 a cada 10 pessoas que vem a São Paulo para trabalhar na etapa tupiniquim, tratada como um "circo" pela mídia.
Todavia, a violência vivida no Brasil e no Bahrein tem fundamentos e causas totalmente diferentes. Lá, a questão é política/religiosa, que não entrarei em detalhes até por ser meio leigo no assunto. Já aqui, a violência acontece por pura falta de oportunidades e pela "esperança" de um "futuro menos sofrido". Além disso, não há bombas explodindo em cada esquina, mas há um "trombadinha" em cada farol.
Por isso, comparar um país com o outro é uma bobagem sem tamanho. A sorte de Vettel é que aqui no Brasil as coisas são esquecidas rapidamente, assim como os trombadinhas do farol, e quando chegar a etapa brasileira aquele monte de gente vem com sorriso largo, dizendo que adora o Brasil, blá, blá, blá . Mas que o campeão falou uma tremenda de uma merda, ah isso falou!
domingo, 18 de março de 2012
Nelsinho e a volta por cima nos ovais dos EUA
Após um ano se adaptando ao estilo de corridas da NASCAR, finalmente Nelsinho Piquet venceu sua primeira corrida no automobilismo dos Estados Unidos. Tudo bem, ele venceu uma etapa de uma sub-divisão da categoria, a Nascar East, mas o triunfo em Bristol, o menor oval do mundo, de apenas meia milha, serve para que Piquet ganhe mais visibilidade entre as categorias de turismo americanas.
E foi uma vitória maiúscula. Pois o piloto fez a pole position, fez a volta mais rápida da corrida e liderou o maior número de voltas no pequeno oval do Tenessee.
Nelsinho conseguiu fazer uma boa temporada de estréia na Truck Series, onde andou constantemente entre os dez primeiros colocados, sobretudo nos ovais de uma milha e meia, como Richmond e Kentucky. A tarefa dele ficou mais fácil por ter um bom equipamento em mãos, afinal a KHI era uma das melhores da categoria e tinha o apoio da Chevrolet, com a bolha do modelo Silverado.
| Após 1a vitória nos EUA, Nelsinho tem tudo para crescer na Nascar |
Neste ano, o brasileiro foi para a Turner, pois a KHI foi fechada pelo seu dono, o piloto Kevin Harvick. Na prova de abertura da temporada, em Daytona, Piquet por pouco não cravou a pole. Foi um décimo mais lento que seu companheiro de equipe, o também brazuca Miguel Paludo. Fazia uma boa corrida com chances reais de vitória até se envolver em um acidente com mais 5 carros e encerrou em vigésimo.
Deverá fazer algumas corridas pela Nationwide, categoria de acesso a Sprint Cup, principalmente nos circuitos mistos – Road America, Watkins Glen e Montreal. Com o passar do tempo, Piquet pode construir uma boa carreira no turismo norte-americano. Basta ter mais regularidade e contar com um bom equipamento. Talento ele tem.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Um brasileiro por outro
Quem acompanha de perto a Fórmula 1 sabe que, atualmente, tem vaga garantida em alguma equipe o piloto que chegar com mais dinheiro/patrocínio ou for de "primeiro escalão", tipo Alonso, Hamiltom, Button, Vettel, etc. Nos times intermediários e pequenos a condição financeira fica mais evidente. E com o Bruno Senna não foi diferente. Claro que vai ter um ou outro que vai falar que ele é mais jovem, ainda tem "futuro" na categoria e blablablá....mas o que garantiu o cockpit ao sobrinho do Ayrton foi ter o Eike Batista como principal trampolim.
A Williams está mal das pernas há um bom tempo. Desde que perdeu o apoio da BMW, o time inglês deixou de figurar entre as posições iniciais do grid. E ano após ano foi perdendo investidores, dinheiro e status. Por isso, não criem esperanças de que Bruno pode fazer uma ótima temporada, aquela injeção moral que o Galvão tenta aplicar todos os anos. Hoje, o time de Frank Williams briga para ser a sétima força do campeonato, atrás de RBR, McLaren, Ferrari, Mercedes, Lotus, Force India. E olha que em algumas corridas no ano passado, foi superada pela equipe "B" da Red Bull, a Toro Rosso.
Tá, vai ser legal reviver um passado, afinal Ayrton também correu de Williams, aliás, morreu nela em 94. Esse lado sentimentalista é válido. Mas a realidade de Bruno, em 2012, será a mesma de Barrichello em 2011. Com um carro fraco, vai ter que tirar "leite de pedra" e rezar para São Pedro mandar uma chuvinha. A única diferença entre eles, hoje, está no combustível, financeiro, é claro.
E Barrichello? Mais de trezentos grandes prêmios disputados, 19 anos de Fórmula 1...para...ficar a pé. Sim, faltou a ele pensar na possibilidade de ficar sem carro, ou ter que guiar um bólido bem pior. Só há uma vaga disponível para este ano e ela está na Hispania. Pensa naquele Chevette bem velho e cansado. Então a Hispania é duas vezes pior. Resta ao Rrrrrrrubinho migrar para os Estados Unidos. Mas ele já rebateu tal hipótese. E depois da morte do Wheldon então, duvido.
Sobrou então a Stock Car, que tem credibilidade, competitividade e um público fiel. Um verdadeiro eldorado para quem não tem mais mercado na Europa e está cagando para a Indy e a Nascar. Algumas equipes de ponta, um regulamento confuso que sofre mudanças todos os anos e poucas e curtas corridas, se compararmos com a Nascar, por exemplo. O que sabemos é que a "Era Rrrrrrubinho" na F1 está com os dias contados.
A Williams está mal das pernas há um bom tempo. Desde que perdeu o apoio da BMW, o time inglês deixou de figurar entre as posições iniciais do grid. E ano após ano foi perdendo investidores, dinheiro e status. Por isso, não criem esperanças de que Bruno pode fazer uma ótima temporada, aquela injeção moral que o Galvão tenta aplicar todos os anos. Hoje, o time de Frank Williams briga para ser a sétima força do campeonato, atrás de RBR, McLaren, Ferrari, Mercedes, Lotus, Force India. E olha que em algumas corridas no ano passado, foi superada pela equipe "B" da Red Bull, a Toro Rosso.
| Bruno Senna foi anunciado pela Williams nesta terça-feira (17) |
E Barrichello? Mais de trezentos grandes prêmios disputados, 19 anos de Fórmula 1...para...ficar a pé. Sim, faltou a ele pensar na possibilidade de ficar sem carro, ou ter que guiar um bólido bem pior. Só há uma vaga disponível para este ano e ela está na Hispania. Pensa naquele Chevette bem velho e cansado. Então a Hispania é duas vezes pior. Resta ao Rrrrrrrubinho migrar para os Estados Unidos. Mas ele já rebateu tal hipótese. E depois da morte do Wheldon então, duvido.
| Sem vaga na F1, Barrichello pode antecipar "aposentadoria" |
Falador passa mal
Em meados de 2011, o jogador de futebol Alex Silva fez uma série de críticas à diretoria do São Paulo, mais precisamente ao presidente Juvenal Juvêncio, dizendo que não se sentia valorizado no clube. Ficou de cabeça inchada pois a cúpula são-paulina não o procurou para renovar o contrato de empréstimo junto ao Hamburgo, da Alemanha. Também, não era para menos. Não era nem sombra do Alex Silva da primeira passagem pelo clube. Zagueiro de regularidade ímpar, teve até algumas chances na Seleção.
Em 2008, como já era esperado, se mandou para a europa. Conviveu com uma grave lesão no joelho, falta de sequência de jogos, aquela coisa toda e forçou um retorno ao Brasil, e foi acolhido no tricolor paulista, em 2010. Falou muito e jogou pouco. Brigou com Deus e o mundo, deixou o SP pela porta dos fundos e foi para o Flamengo, em julho do ano passado.
Time grande, sem dúvida. Porém, as questões extra-campo, volta e meia, têm mais destaque que o time em campo. E no começo de 2012, Alex viu-se numa sinuca. Sem receber, pôs a boca no trombone, atacou a diretoria e não se apresentou para a viagem para a Bolívia. Foi afastado pela diretoria. Novamente o beque enfiou os pés pelas mãos e usou a imprensa para cobrar salários atrasados. Assim como no SP, está sem clima para jogar. E convenhamos: nas partidas em que atuou jogou muito abaixo do esperado.
Agora ele procura clube para jogar. Ainda possui vínculo com o Mengão, mas se queimou feio com o grupo e com a torcida. O Juvenal, sim aquele senhorzinho que o Alex criticou aos quatro ventos em 2010, disse que o reclamão ligou para ele, pedindo para voltar. Mas recebeu um não, por enquanto, como resposta. Falta ao irmão do Luizão, aquele que é capitão e ídolo no Benfica, saber medir as palavras. Afinal, o mundo do futebol é muito pequeno e quem você critica hoje, pode lhe ajudar amanhã.
Em 2008, como já era esperado, se mandou para a europa. Conviveu com uma grave lesão no joelho, falta de sequência de jogos, aquela coisa toda e forçou um retorno ao Brasil, e foi acolhido no tricolor paulista, em 2010. Falou muito e jogou pouco. Brigou com Deus e o mundo, deixou o SP pela porta dos fundos e foi para o Flamengo, em julho do ano passado.
| Falou muito e jogou pouco. Alex Silva é afastado do Flamengo |
Agora ele procura clube para jogar. Ainda possui vínculo com o Mengão, mas se queimou feio com o grupo e com a torcida. O Juvenal, sim aquele senhorzinho que o Alex criticou aos quatro ventos em 2010, disse que o reclamão ligou para ele, pedindo para voltar. Mas recebeu um não, por enquanto, como resposta. Falta ao irmão do Luizão, aquele que é capitão e ídolo no Benfica, saber medir as palavras. Afinal, o mundo do futebol é muito pequeno e quem você critica hoje, pode lhe ajudar amanhã.
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